Um miserável pecador salvo por Jesus Cristo!

sábado, 29 de abril de 2017

Os pais da Igreja eram contra o culto às imagens

Reflexões sobre catolicismo romano, teologia, devocionais, história e (um pouco de) política
7 de março de 2015

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Na imaginação fértil dos papistas, a Igreja primitiva se reunia em templos enormes, luxuosos e deslumbrantes (além de extremamente caros), que estavam repletos de imagens de escultura dos “santos” canonizados pelo “papa” Pedro, e os primeiros cristãos se prostravam diante destes pedaços de pau e de pedra e cultuavam uma imagem morta, pedindo a intercessão do pai Abraão, rezando a Moisés, invocando a alma de Maria e venerando os defuntos.

Certo. Que os papistas são craques em fantasia, isso nós já sabemos. Mas que evidências temos (além da própria Bíblia, evidentemente) de que os primeiros cristãos não cultuavam imagens de escultura em seus templos? Há uma multidão de evidências, extraídas daqueles que são chamados “Pais da Igreja”, sim, aqueles mesmos que os papistas acham que eram católicos romanos (risos). Não há absolutamente nenhuma evidência patrística, nos primeiros três séculos de Igreja, de que os cristãos costumavam cultuar imagens de escultura em templos religiosos.

Eu já li muitos escritos dos Pais da Igreja, já consultei muitos sites católicos que tentam fazer mágica para distorcer textos simples e plantam até bananeira para provar o contrário, mas até hoje não vi um único texto – nada mesmo – que prove isso. Nada de nada. As “evidências” católicas são de data posterior à época em que o Cristianismo se tornou a religião oficial do império romano (trataremos disso em um segundo), mas, antes disso, há um verdadeiro arsenal de textos que contradizem esta prática pagã e, consequentemente, romana. Analisaremos alguns deles.

Comecemos com Irineu de Lyon (130-202), que, contra os gnósticos, dizia:

“Denominam-se gnósticos. Eles também possuem imagens, algumas delas pintadas, e outras formadas a partir de diferentes tipos de materiais; e afirmam que uma imagem de Cristo foi feita por Pilatos no tempo em que Jesus viveu entre eles. E coroam estas imagens e as expõem com as imagens dos filósofos do mundo, a saber, com as imagens de Pitágoras, de Platão, de Aristóteles e de outros. Eles têm também outras formas de honrar estas imagens, precisamente como os pagãos[1]

Irineu relata a honraria prestada pelos gnósticos às suas imagens não como algo comum ou já praticável pela igreja da época, mas, ao contrário, como algo inusitado, estranho, incomum. Ele inclusive condena os gnósticos por honrarem estas imagens, porque nisso fazem precisamente como os pagãos. Esta é, curiosamente, a mesma coisa que os cristãos vivem dizendo aos papistas: vocês fazem com as suas imagens as mesmas coisas que os pagãos fazem com as imagens deles. Irineu já enfrentava naquela época a mesma coisa que enfrentamos hoje!

Clemente de Alexandria (150-215) foi além e disse também que toda imagem ou estátua é um ídolo, e que os cristãos não têm nenhuma destas representações materiais:

Toda imagem ou estátua deve chamar-se ídoloporque não é outra coisa que matéria vil e profana, e por isso Deus, para arrancar pela raiz a idolatria, proibiu em seu culto qualquer imagem ou semelhança das coisas que estão no céu ou na terra, proibindo igualmente a sua fabricação; e é por isto que nós os cristãos não temos nenhuma daquelas representações materiais[2]

Note que ele não diz que “toda imagem ou estátua que é um ídolo...”; ao contrário, ele afirma que “toda imagem ou estátua é um ídolo”, mostrando desconhecer a distinção papista posterior que faz diferença entre “imagens de santos” e “imagens de ídolos”. Ele, além disso, faz questão de declarar que os cristãos não tinham nenhuma daquelas representações materiais (imagens ou estátuas). O católico fanático pode tentar fazer o malabarismo que quiser em torno destas palavras explícitas e cristalinas de Clemente, que mesmo assim não conseguirá negar a clareza com a qual ele afirma isso.

Tertuliano (160-220) escreveu um tratado inteiro “Sobre a Oração”, mas, curiosamente, não escreve em um só lugar para orarmos aos santos falecidos. Ao contrário, o que ele nos diz é que o homem só deve venerar a Deus, e a ninguém mais:

“Consideremos, pois, irmãos abençoados, a celeste sabedoria de Cristo, que se manifesta, em primeiro lugar, pelo preceito de orar em segredo (cf. Mt 6,6). Por aí Cristo induzia o homem a acreditar que o Deus Onipotente nos vê e nos escuta em toda parte, mesmo em casa e nos lugares mais escondidos. Ao mesmo tempo, ele queria que a nossa fé fosse discreta, de modo que, confiante na presença e no olhar de Deus em toda parte, reservasse o homem só a Deus a sua veneração[3]

Primeiro, Tertuliano diz que devemos orar em segredo. Essa seria a hora perfeita para ele dizer que os santos falecidos nos escutam mesmo depois de mortos, mas, em vez disso, eles nos diz que o Deus onipotente é quem “nos vê e nos escuta em toda parte, mesmo em casa e nos lugares mais escondidos”. Como se isso já não fosse suficientemente claro, ele prossegue afirmando que devemos venerar somente a Deus!

Orígenes (185-253), ao escrever contra Celso, chamou de “ignorantes” aqueles que se dirigiam a objetos sem vida, e ressaltou que nenhum cristão fazia o mesmo:

“São os mais ignorantes que não se envergonham de dirigir-se a objetos sem vida... e ainda que alguns possam dizer que estes objetos não são deuses mas tão-só imitações deles e símbolos, contudo se necessita ser ignorante e escravo para supor que as mãos vis de uns artesãos possam modelar a semelhança da Divindade; vos asseguramos que o mais humilde dos nossos se vê livre de tamanha ignorância e falta de discernimento[4]

O interessante é que Orígenes não apenas condena o ato de se dirigir às imagens, mas também condena a própria explicação que os papistas idólatras dão para a sua própria idolatria, que é a falácia de que “não estamos cultuando a imagem em si, mas sim aquilo que a imagem representa...”. Orígenes já conhecia este argumento, porque era exatamente assim que os pagãos agiam na época! Eles também diziam não cultuar a imagem em si, mas sim aquilo que ela representa. Orígenes então refuta também esta distinção que ele considera “ignorante” e declara que até o mais simples dentre os cristãos não faz o mesmo!

Imagine se os cristãos da época fizessem a mesma coisa que os romanistas fazem hoje, e também cultuassem imagens de “santos” sob o pretexto de que estão na verdade cultuando o que a imagem representa. Como é que Orígenes poderia rebater seu interlocutor pagão, se os próprios cristãos estariam usando um argumento idênticopara justificar o culto às suas imagens? Como é que Orígenes poderia honestamente refutar essa distinção, se os próprios cristãos também faziam tal distinção? Não poderia. Graças a Deus que Orígenes nunca foi papista!

Outro Pai da Igreja que condenou o culto às imagens foi Cipriano de Cartago (200-258), que disse:

“Para quê prostrar-se diante das imagens? Eleva os teus olhos ao céu e o teu coração; aí é onde deves buscar a Deus”[5]

Ironicamente, a forma que os católicos mais costumam cultuar as imagens é exatamente essa: prostrando-se. Cipriano rejeita isso e pede que elevemos os olhos para buscar somente a ele: Deus.

O escritor eclesiástico Lactâncio (240-320), por sua vez, tratou de colocar as imagens para fora da esfera da religião:

É indubitável que onde quer que há uma imagem não há religião. Porque se a religião consiste de coisas divinas, e não há nada divino a não ser nas coisas celestiais, segue-se que as imagens se acham fora da esfera da religião, porque não pode haver nada de celestial no que se faz da terra”[6]

E Eusébio de Cesareia (265-339), em sua epístola a Constância Augusta, escreveu que “érepugnante só a ideia de que possa haver pinturas nos lugares destinados ao culto”[7]. Em sua obra mais famosa, a “História Eclesiástica”, Eusébio deixa claro que as imagens de Pedro e de Paulo não eram um costume cristão, mas sim um costume pagão,vigente entre eles:

"E não é estranho que tenham feito isto os pagãos de outro tempo que receberam algum benefício de nosso Salvador, quando indagamos que se conservavam pintadas em quadros as imagens de seus apóstolos Paulo e Pedro, e inclusive do próprio Cristo, coisa natural, pois os antigos tinham por costume honrá-los deste modo, sem distinção, como a salvadores, segundo o uso pagão vigente entre eles"[8]

O Concílio de Elvira, reunido em 305 d.C, proclamou o seguinte em relação às pinturas na Igreja:

"Ordenamos que não haja pinturas na Igreja, de modo que aquele que é objeto de nossa adoração não será pintado nas paredes”[9]

Epifânio (320-403) foi um dos mais enfáticos contra o culto às imagens. Foi essa a reação que ele teve quando viu uma dentro da igreja:

“Eu encontrei um véu suspenso nas portas desta mesma igreja, o qual estava colorido e pintado, ele tinha uma imagem, a imagem de Cristo pode ser ou de algum santo; eu não recordo mais quem ela representava. Eu pois tendo visto este sacrilégio; que numa igreja de Cristo, contra a autoridade das Escrituras, a imagem de um homem estava suspensa, lacerei aquele véu[10]

Epifânio considerava aquilo: (a) um sacrilégio; (b) algo que contraria a autoridade das Escrituras; (c) algo que merecia ser destruído. Agora imagine uma igreja que já era acostumada, há três séculos ininterruptos, a ter várias imagens em todos os seus templos e em todos os lugares. Se fosse assim, será que Epifânio iria reagir desta maneira? Será que Epifânio, que já conhecia o Cristianismo perfeitamente bem e que já congregava na igreja há tanto tempo, iria reagir desta forma ao ver uma imagem em uma ocasião específica?

A reação que Epifânio teve se parece muito com a que um evangélico teria ao entrar em uma igreja evangélica e de repente se deparar com uma imagem ali. Ele certamente ficaria revoltado, por algo incomum e antibíblico. Mas imagine um católico, criado na igreja católica, que aprende desde cedo que imagens são legais e de repente decide agir desta forma ao entrar em um templo católico e ver uma imagem ali, que seria a coisa mais comum e normal do mundo! Não faz sentido. Mas, ironicamente, os católicos afirmam de pés juntos que Epifânio era um “católico romano”, e não um evangélico! E que toda a igreja da época também era! É uma pena que Epifânio ainda tenha dito isso sobre a tal imagem:

"Um homem da tua retido devia ser cuidadoso em suprimir uma ocasião de ofensa, indigna da Igreja de Cristo e dos cristãos que estão confiados a teu cargo"[11]

Indigna da Igreja de Cristo! E mesmo assim eles creem que a “Igreja de Cristo” é a Romana! Os papistas teriam um infarto se voltassem ao século III e vissem uma igreja “católica” sem imagem nenhuma!

Como, então, que a igreja da época passou a ter uma infestação de imagens? Simples: quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do império romano, em 380 d.C, através do decreto do imperador bizantino Teodósio. Quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do império, todos os cidadãos tinham que se tornar cristãos, pois o próprio Estado havia se tornado um Estado cristão. Na época não existia um “Estado laico”, onde o indivíduo pode escolher tranquilamente que religião seguir (ou nenhuma delas) sem ser coagido ou constrangido a adotar uma em particular.

O problema é que ninguém consegue mudar uma cultura inteira do dia pra noite. A multidão de pagãos que em um passe de mágica se tornaram “cristãos” trouxe consigo seus costumes e suas práticas pagãs para dentro da Igreja. Havia milhares de templos pagãos espalhados por todo o império, e estes templos não foram destruídospara dar lugar a “templos cristãos”, ao contrário: eles foram apenas modificados convenientemente, passando a ser, da noite para o dia, “templos cristãos”. Da mesma forma, os pagãos não destruíram todas as suas milhares de imagens espalhadas por todo o império: eles as mantiveram mudando-se apenas o nome.

Assim, as imagens dos deuses do paganismo romano viraram, em um passe de mágica, imagens de “santos” do Cristianismo (Ísis, por exemplo, virou a virgem Maria). O panteão de deuses do paganismo foi somente transformado no panteão de “santos” do catolicismo, para que a essência do paganismo permanecesse a mesma. Os pagãos também tinham um deus da paz, um deus da guerra, outro do amor, um da força, outro da sabedoria, e assim por diante, e da mesma forma na Igreja passou a haver um "santo" responsável por cada uma destas funções, além de muitas outras. Assim como muitas cidades romanas tinham um deus específico para ela, também a Igreja providenciou "santos padroeiros" para as cidades. Neste artigo eu abordo isso, como pode ser conferido abaixo:



PANTEÃO DE DEUSES DO PAGANISMO ROMANO

Abundita - Abonde ou Abundantia, Deusa romana da agricultura, cujo nome significa e invoca a abundância.
Acca Larentia - Mãe dos lares, protetores romanos dos lares.
Aestas - Deusa romana do verão e da colheita do milho.
Angerona - Deusa romana do silêncio, do medo e da ordem.
Angitia - Deusa romana da cura, invocada para curar mordidas de serpentes.
Aradia - Filha da deusa Diana, regente da Lua e da Terra.
Apolo - Sol e patrono da verdade.
Baco – Deus do vinho, festas.
Befana - Representação romana da magia, transformada em personagem folclórico.
Bellona - Deusa romana da guerra, identificada a Vacuna, Nério e assimilada a Mah-Bellona.
Bona Dea - A Boa Deusa, padroeira romana da cura, reverenciada somente por mulheres, semelhante a Angitia, Ops, Ceres, Rhea e Tellus Mater.
Bruma - Deusa romana do inverno.
Cardea - Deusa romana guardiã da vida doméstica, protetora das portas e das crianças contra os espíritos malignos.
Carmenta - Deusa romana da cura, detentora de poderes proféticos e protetora dos nascimentos.
Carna - Deusa romana do bem-estar físico.
Ceres - Deusa romana da fertilidade da terra, da agricultura e dos cereais, protetora das mulheres, da maternidade e da vegetação.
Cupido – Amor.
Dea Dia - Antiga deusa romana da agricultura, identificada com Acca Larentia e Ceres.
Diana - Deusa romana da lua, da caça e das florestas, padroeira dos animais, das crianças e das mulheres. Equivalente da grega Ártemis, tornou-se a padroeira das bruxas medievais.
Egeria - Deusa romana da sabedoria e das profecias.
Fauna - Deusa romana representando a fertilidade da Terra, associada a Bona Dea, Cibele, Mater Matuta, Ops e Tellus Mater.
Febo – Luz do Sol, poesia, música, beleza masculina.
Februa - Deusa romana da purificação.
Felicitas - Deusa romana da felicidade, equivalente a Eutychia.
Flora - Deusa romana da primavera, das flores, das alegrias e prazeres da juventude.
Fortuna - Deusa romana da sorte, identificada com a grega Tyche.
Fortuna Redux- Deusa romana protetora das viagens.
Justicia - Deusa romana da justiça.
Júpiter - Rei de todos os deuses, representante do dia.
Juno - Rainha dos deuses.
Juturna - Deusa romana das fontes e dos lagos.
Juventas - Deusa romana da juventude.
Larunda - Deusa romana protetora do lar.
Libera - Deusa romana da viticultura e fertilidade.
Libertas - Deusa romana da liberdade.
Lucina - Deusa romana da luz e dos nascimentos, formando uma tríade juntamente com Diana (o crescimento) e Hécate (a morte).
Luna - Deusa lunar romana, reguladroa dos meses e das estações do ano.
Maia - Deusa romana da primavera e do calor vital.
Mana - Deusa romana protetora das casas.
Marte – Deus romana da guerra.
Mania - Deusa romana protetora das casas.
Mater Matuta - Deusa romana da alvorada, protetora das crianças, das mães e dos marinheiros.
Meditrina - Deusa romana da cura.
Mens - Deusa romana padroeira da mente, dos meses, dos números e dos calendários.
Mercúrio – Mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes.
Minerva - Personificação romana do pensamento, dos cálculos e das invenções, padroeira das habilidades criativas e guerreiras, semelhante a Athena.
Moneta - Deusa romana da riqueza.
Muta - Deusa romana do silêncio.
Neria - Deusa romana da guerra, esposa do deus Marte.
Netuno – Deus romano dos mares e oceanos.
Ops - Deusa romana da terra, protetora da agricultura e dos recém-nascidos, esposa de saturno.
Orbona - Deusa romana, protetora das crianças.
Pales - Deusa romana dos animais domésticos.
Parcas - Deusas romanas do destino, equivalentes às gregas Moiras e às Norns nórdicas.
Pax - Deusa romana da paz e da ordem.
Plutão – Deus romano dos mortos, mundo subterrâneo.
Poena - Deusa romana da retaliação.
Pomona - Deusa romana das árvores frutíferas.
Praxidike - Deusa romana dos juramentos.
Proserpina - Antiga deusa romana da germinação das sementes, transformada depois em equivalente de Perséfone.
Psique – Deus da alma.
Robigo - Deusa romana dos cereais.
Rumina - Deusa romana, protetora das mães e das crianças.
Sabina - Deusa romana da fertilidade.
Salácia - Deusa romana da água salgada.
Salus - Deusa romana da saúde e da cura.
Saturno – Deus do tempo.
Sapientia - Deusa romana da sabedoria.
Strenia - Deusa romana da saúde, protetora dos jovens.
Tácita - Deusa romana da ordem e do silêncio.
Tanith - Deusa romana da lua, das estrelas e da noite.
Tellus Mater - Deusa romana da terra, da natureza, da fertilidade e dos juramentos.
Vagitanus - Deusa romana dos recém-nascidos.
Vanth - Deusa romana da morte.
Vênus - Deusa romana do crescimento, da beleza, da natureza e do amor sensual, equivalente a Turan e a Afrodite.
Vesta - Deusa romana, protetora do lar e da lareira, guardiã da chama sagrada idêntica à grega Héstia.
Vulcano – Deus dos metais, metalurgia, fogo.
Victoria - Deusa romana da vitória, análoga à Sabina Vacuna e à grega Nike.


PANTEÃO DE SANTOS DO CATOLICISMO ROMANO
Abuso físico (contra) – Santa Louise de Marillac; Santa Fabiola.
Aborto (contra) – Santa Dorothea; Santa Brigida da Suécia .
Abuso infantil (contra) – Santa Alodia.
Acidentes de trabalho (contra) – Santa Catarina de Alexandria
Afonia (contra) – São Brás, São Bernardino de Senna e São Mauro
Afogamento (contra) – São Adjutor.
Acusado falsamente – São Raymond Nonnatus.
Alcoolismo (contra) – São João de Deus e Santa Mônica.
Abelhas (contra) – São Ambrósio.
Adultério (contra) – São Gangulfo.
Almas perdidas – São Nicholas de Tolentino.
Amizade – São João Batista.
Ambição (contra) – São Inocêncio.
Amamentação – São Giles.
Animais domésticos – Santo Antônio Abade.
Arranhões – Santa Amalburga.
Assaltos (contra) – Santo Antonio Maria Claret.
Aprender a nadar – São Sabiano e São Zenon.
Aprovar um exame – Santa Gema Galgani e Santa Rita.
Artes Cênicas – São Genésio e São João Bosco.
Atrair um marido – Santa Isabel.
Ataques do coração (contra) – Santa Teresa d’ Ávila.
Aves – São Franciso de Assis.
Azar – São Agricola de Avignon.
Boa viagem – São Cristóvão.
Bom tempo – São Agrícola de Avignon.
Bruxaria (contra) – São Benedito de Núrsia.
Cães – São Roque.
Câimbras – São Paulo.
Calafrios (contra) – São Plácido.
Calúnia (contra) – São João Nepomuceno.
Câncer – São Peregrine Laziosi; São Bernardo de Clairvaux.
Cegueira – Santa Odília e São Rafael.
Ciúmes (contra) – Santa Isabel de Portugal.
Complicações no parto (contra) – São Ulric.
Chuva (para) – São Isidro e São Swithun.
Ciúme (contra) – Santa Isabel de Portugal.
Cobras mordidas (contra) – São Paulo.
Cobras para afastar – São Patrício.
Cólera (Contra) – São Roque.
Cólicas (contra) – São Pancrácio.
Conversão – Santo Agostinho e Santa Flora.
Convertidos – Santa Helena.
Dançarinos – São Vito.
Depressão – Santa Helena e Santa Dymphna.
Desordem intestinal (contra) – São Elmo e São Bonaventure de Potenza.
Desordem mental (contra) – São Dymphna.
Desordens Glandulares (contra) – São Cadoc.
Desgraças familiares (contra) – São Eustaquio.
Desastre (contra) – Santa Genoveva.
Desinteria – Santa Matrona
Dialogo ecumênico – São Cyrilo e São Methodius.
Dor (contra) – São Madron.
Dor de dente (contra) – Santa Apolonia.
Dor de ouvido (contra) – São Polycarpo.
Dor de cabeça (contra) – São Denis, São Avertinus e Santa Teresa de Ávila.
Dor de estômago (contra) – São Wolfgang.
Dor na coluna (contra) – São Bernardo.
Doenças nos braços – Santa Amélia.
Doenças na cabeça – São Atazano e Santa Catarina de Siena.
Doenças do coração – São João de Deus.
Doenças do estômago (contra) – Santa Juliana Falconiere e São Brice.
Doenças da garganta – São Braz.
Doenças da infância (contra) – São Aldegundo e São Pharaildis.
Doenças das juntas – São Lorenzo.
Doenças da língua – São Romão.
Doenças nos olhos (contra) – Santa Luzia e São Hervé.
Doenças nas pernas (contra) – São Servatius.
Doenças nos pés – São Roque e São Victor de Marseilles.
Doenças da pele (contra) – São Peregrine Laziosi.
Doenças dos rins (contra) – São Albino.
Doenças do reto (contra) – São Fiacre.
Doenças nos seios doenças (contra) – Santa Ágata.
Drogas (contra) – São Maximilian Kolbe.
Dúvida (contra) – São Tomé.
Ecologia – São Franciso de Assis.
Enamorados – Santo Antônio de Pádua e São Valentin e São Jorge.
Endividados – Santa Edwigis.
Engenheiro Florestal – São João Gualberto.
Encontrar objetos perdidos – São Donato, São Bento e São Longuinhos.
Ecumenismo – São Cyrilo e São Methodius.
Estudantes – São Tomas de Aquino e São Jerônimo.
Emigrantes – Santa Francisca Xavier Cabrini.
Enjoo do mar (contra) – São Elmo.
Eczemas (contra) – Santo Antônio, o grande.
Enxaqueca (contra) – São Gereon.
Emergências – São Expedito.
Epidemia (contra) – Santa Godberta.
Epilépcia (contra) – São Dymphna; São Vito.
Esposas Maltratadas – Santa Monica.
Esterilidade (contra) – São Henry II.
Erupções vulcânicas – Santa Agatha.
Furto (contra) – São Leonardo.
Fome (contra) – São Domiciliano, Santa Walburga.
Febre (contra) – São Antoninus de Florence, São Remigio.
Fugitivos – Santa Alodia e São Dimas.
Fogo (contra) – Santa Catarina de Siena e Santa Barbara e São Lorenzo.
Filhos ilegítimos – São João Francis Regis Clet.
Furto (contra) – São Leonardo.
Furúnculo – Santo Antonio Abade.
Guardas Florestais – São João Gualberto.
Gripe (contra) – São Maurus.
Gota (contra) – São Maurice.
Guerra (contra) – Santa Isabel de Portugal.
Hepatite – São Odilon.
Histeria – São Vito e São Columbago.
Hemorragia (contra) – Santa Luzia.
Hemorroidas (contra) – São Fiacre.
Hérnia (contra) – São Conrado e São Drogo.
Histeria – São Vito e São Columbago.
Idosos – São Antônio de Pádua.
Indiferença (contra) – São Remígio.
Impotência (contra) – São Winwaloe e São Gummarus.
Inverno rigoroso (contra) – São Sebaldo.
Inundações (contra) – São Floriano e São Gonçalves do Amarante.
Infertilidade (contra) – Santa Rita.
Infidelidade (contra) – Santa Monica; Santa Fabiola e São Gengulphus.
Injuria (contra) – Santa Aldegonda.
Insanidade (contra) – São Fillan e Santa Dymphna.
Incêndios (contra) – São Benito de Aniano, Santa Irene e São Egidio.
Inválidos – São Roque.
Inveja (contra) – Santa Isabel de Portugal.
Intoxicação – São Benito e São Benedito de Nursia.
Intervenção Divina — Santa Margarete.
Icterícia (contra) – São Albert de Trapani.
Idosos – Santo Antônio de Pádua.
Jogadores (vicia-contra) – São Bernardino de Siena.
Leprosos – São Lázaro e São Job.
Ladrões arrependidos – São Dimas.
Loucos (contra) – São Romanus.
Longevidade – São Pedro.
Lunáticos – Santa Christina e São Vito.
Lobos (contra) – São Hervé e São Francisco de Assis.
Má sorte (contra) – São Agricola de Avignon.
Mau tempo (contra) – Santa Eurosia.
Mãe de família – Santa Ana.
Mães solteiras – Santa Margaret de Cortona.
Moças solteiras – Santa Catherina da Alexandria.
Mulher grávida – Santa Margaret da Antiopia.
Mulheres em trabalho de parto – Santa Ana e São Leonardo.
Malária (contra) – São Pedro de Alcantara.
Mordida de cães – São Vito.
Mortos – Santa Gertrudes de Nivelles.
Morte súbita (contra) – São André Avellino.
Mentira (contra) – São Felix.
Má sorte (contra) – São Agricola de Avignon.
Maus Espíritos (contra) – Santa Agripina.
Míope – São Clarus.
Náufragos – São Antônio de Padua.
Naufrágios (contra) – Santa Amalia e São Clemente.
Neuroses (contra) – Santa Dymphna.
Ossos quebrados (contra) – São Stanislaus Kostka.
Obsessão (contra) – São Quirinus.
Órfãos – São Esperidião e São Caetano.
Pai de família – São José.
Pedras na vesícula (contra) – São Albinus.
Paralíticos – São Osmund e São Giles.
Pesadelos (contra) – São Cristovão.
Perjúrio (contra) – São Pancrácio e São Felix de Nolasco.
Perseguições (contra) – Santa Brígida.
Possessão demoníaca (contra) – São Quirinus e São Benedito de Nursia.
Pobreza (contra) – São Martin de Tours.
Problemas matrimoniais (contra) – Santa Isabel de Portugal.
Pragas (contra) – Santa Genevieve; São Roque e Santa Walburga.
Piolhos e pulgas (contra) – São Inacio de Loyola.
Presos – São Roque e São Pedro Nolasco.
Poliomielite (contra) – Santa Margarete Mary.
Padrastos – Santa Adelaide.
Paraplégicos – Santa Alphais de Culot.
Para que não chova no dia do seu casamento – Santa Clara.
Procrastinação (contra) – São Expedito.
Prostitutas Arrependidas – Santa Maria Madalena.
Raios (contra) – Santa Barbara.
Ronco (contra) – São Bernardino de Siena.
Ratos (contra) – Santa Gertrudes.
Reconciliação – São Theodore.
Reumatismo (contra) – São Tiago, o maior.
Ressaca (contra) – Santa Bibliana.
Situações desesperadas – São Judas Tadeu e Santa Rita.
Sol (bom tempo) – Santa Clara, Santa Sabina e São Osvaldo.
Solteiros – São Theobaldo.
Sangramentos (contra) – Santa Rita.
Segundo casamento – Santa Adelaide.
Separação do cônjuge – São Gummarus e São Nicholas von Flüe.
Sequestros (contra) – Santo Antonio Maria Clarete.
Surdos – São Francisco de Sales.
Sonambulismo (contra) – São Dymphna.
Soluções rápidas – São Expedito.
Stress (contra) – São Walter de Portnoise e Santa Dymphna.
Sífilis (contra) – São Fiacre.
Seca (contra) – São Swithin e São Godberta.
Teatro – São Genésio.
Tonteira (contra) – São Avertinus.
Trabalho de parto – São Ramon Donato e São Bartolomeu.
Trovões-medo de (contra) – Santa Agrippina.
Tuberculose (contra) – São Pantaleon; Santa Gemma Galgani.
Tosse (contra) – São Quentin.
Terremotos (contra) – São Emiglio e São Felipe Neri.
Tempestades (contra) – Santa Scholastica.
Verrugas (contra) – São Antônio Abade –Santo Antão.
Vitimas de extremo frio – São Sebaldo e São Valeriano.
Vitimas de rapto – São Arthelius, Santa Agatha e Santa Maria Goretti.
Vitimas de tortura – São Albano; São Eustaquio; Santa Regina.
Viúvas – Santa Paula; Santa Clotilde; Santa Fabíola.
Viúvos – São Rei Edgar o Pacifico.
Veneno (contra) – São Benedito de Nursia.

Em momento algum o paganismo foi suplantado ou aniquilado, ele foi apenas modificado para uma carinha “cristã”. Agora não era mais paganismo puro, mas paganismo disfarçado de “Cristianismo”. É lógico que tudo isso não ocorreu da noite pro dia. Foram séculos de desvio que foram se acentuando até chegar ao ponto em que vemos hoje, onde já é impossível distinguir catolicismo romano de paganismo puro. Nem disfarçar eles disfarçam mais, como mostrei neste artigo. Como essa paganização foi gradual, ainda não vemos os Pais do século IV e V defendendo o uso de imagens com tanta ênfase como vemos, por exemplo, um João Damasceno defendendo no século VIII. O resultado final desta mistura de Cristianismo com paganismo é o que conhecemos hoje pelo nome de Catolicismo Romano – a mãe de todas as abominações da terra (Ap.17:5).

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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[1] Contra as Heresias, Livro I, 25:6.
[2] Contra Celsum.
[3] Tratado sobre Oração, 1:4.
[4] Contra Celso, 6:14.
[5] Ad Demetr.
[6] Instituições Divinas 2:19.
[7] Epístola a Constância Augusta.
[8] História Eclesiástica, Livro VII, 18:4.
[9] Concílio de Elvira, Ano 305, Cânon 36.
[10] Preservado em Preservado em Jerônimo, Epístola 51.

[11] ibid.

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