Reflexões sobre
catolicismo romano, teologia, devocionais, história e (um pouco de) política
7
de março de 2015
Na
imaginação fértil dos papistas, a Igreja primitiva se reunia em templos
enormes, luxuosos e deslumbrantes (além de extremamente caros), que estavam
repletos de imagens de escultura dos “santos” canonizados pelo “papa” Pedro, e
os primeiros cristãos se prostravam diante destes pedaços de pau e de pedra e
cultuavam uma imagem morta, pedindo a intercessão do pai Abraão, rezando a
Moisés, invocando a alma de Maria e venerando os defuntos.
Certo.
Que os papistas são craques em fantasia, isso nós já sabemos. Mas que
evidências temos (além da própria Bíblia, evidentemente) de que os primeiros
cristãos não cultuavam imagens de escultura em seus templos? Há uma multidão de
evidências, extraídas daqueles que são chamados “Pais da Igreja”, sim, aqueles
mesmos que os papistas acham que eram católicos romanos (risos). Não há absolutamente nenhuma evidência patrística,
nos primeiros três séculos de Igreja, de que os cristãos costumavam cultuar
imagens de escultura em templos religiosos.
Eu
já li muitos escritos dos Pais da Igreja, já consultei muitos sites católicos
que tentam fazer mágica para distorcer textos simples e plantam até bananeira
para provar o contrário, mas até hoje não vi um único texto – nada mesmo – que
prove isso. Nada de nada. As “evidências” católicas são de data posterior à
época em que o Cristianismo se tornou a religião oficial do império romano
(trataremos disso em um segundo), mas, antes disso, há um verdadeiro arsenal de
textos que contradizem esta prática pagã e, consequentemente, romana. Analisaremos
alguns deles.
Comecemos
com Irineu de Lyon (130-202), que, contra os gnósticos, dizia:
“Denominam-se
gnósticos. Eles também possuem imagens, algumas delas pintadas, e outras
formadas a partir de diferentes tipos de materiais; e afirmam que uma imagem de
Cristo foi feita por Pilatos no tempo em que Jesus viveu entre eles. E coroam
estas imagens e as expõem com as imagens dos filósofos do mundo, a saber, com
as imagens de Pitágoras, de Platão, de Aristóteles e de outros. Eles têm também outras formas de honrar estas
imagens, precisamente como os pagãos”[1]
Irineu
relata a honraria prestada pelos gnósticos às suas imagens não como algo comum
ou já praticável pela igreja da época, mas, ao contrário, como algo inusitado,
estranho, incomum. Ele inclusive condena os gnósticos por honrarem estas imagens, porque
nisso fazem precisamente como os pagãos. Esta é, curiosamente, a mesma coisa que os
cristãos vivem dizendo aos papistas: vocês fazem com as suas imagens as mesmas
coisas que os pagãos fazem com as imagens deles. Irineu já enfrentava naquela
época a mesma coisa que enfrentamos hoje!
Clemente
de Alexandria (150-215) foi além e disse também que toda imagem ou estátua é um ídolo, e
que os cristãos não têm nenhuma destas
representações materiais:
“Toda
imagem ou estátua deve chamar-se ídoloporque não é outra coisa que matéria
vil e profana, e por isso Deus, para arrancar pela raiz a idolatria, proibiu em
seu culto qualquer imagem ou semelhança das coisas que estão no céu ou na
terra, proibindo igualmente a sua fabricação; e
é por isto que nós os cristãos não temos nenhuma daquelas representações
materiais”[2]
Note
que ele não diz que “toda imagem ou estátua que
é um ídolo...”; ao contrário, ele afirma que “toda
imagem ou estátua é um
ídolo”, mostrando desconhecer a distinção papista posterior que faz diferença
entre “imagens de santos” e “imagens de ídolos”. Ele, além disso, faz questão
de declarar que os cristãos não tinham nenhuma daquelas
representações materiais (imagens ou estátuas). O católico fanático pode tentar fazer o
malabarismo que quiser em torno destas palavras explícitas e cristalinas de
Clemente, que mesmo assim não conseguirá negar a clareza com a qual ele afirma
isso.
Tertuliano
(160-220) escreveu um tratado inteiro “Sobre a Oração”, mas, curiosamente, não escreve em um só lugar para orarmos aos santos
falecidos. Ao contrário, o que ele nos diz é
que o homem só deve venerar a Deus, e a ninguém mais:
“Consideremos,
pois, irmãos abençoados, a celeste sabedoria de Cristo, que se manifesta, em
primeiro lugar, pelo preceito de orar em segredo (cf. Mt 6,6). Por aí Cristo
induzia o homem a acreditar que o Deus Onipotente nos vê e nos escuta em toda
parte, mesmo em casa e nos lugares mais escondidos. Ao mesmo tempo, ele queria
que a nossa fé fosse discreta, de modo que, confiante na presença e no olhar de
Deus em toda parte, reservasse o homem só a Deus a sua veneração”[3]
Primeiro,
Tertuliano diz que devemos orar em segredo. Essa seria a hora perfeita para ele
dizer que os santos falecidos nos escutam mesmo depois de mortos, mas, em vez
disso, eles nos diz que o Deus onipotente é quem “nos vê e nos escuta em toda parte, mesmo em
casa e nos lugares mais escondidos”. Como se isso já não fosse suficientemente
claro, ele prossegue afirmando que devemos
venerar somente a Deus!
Orígenes
(185-253), ao escrever contra Celso, chamou de “ignorantes” aqueles que se
dirigiam a objetos sem vida, e ressaltou que nenhum cristão fazia o mesmo:
“São
os mais ignorantes que não se envergonham de dirigir-se
a objetos sem vida... e ainda que alguns possam dizer
que estes objetos não são deuses mas tão-só imitações deles e símbolos, contudo
se necessita ser ignorante e escravo para supor que as mãos vis de uns artesãos
possam modelar a semelhança da Divindade; vos asseguramos que o mais humilde dos nossos se vê livre de tamanha
ignorância e falta de discernimento”[4]
O
interessante é que Orígenes não apenas condena o ato de se dirigir às imagens,
mas também condena a própria explicação que os papistas idólatras dão para a
sua própria idolatria, que é a falácia de que “não estamos cultuando a imagem
em si, mas sim aquilo que a imagem representa...”. Orígenes já conhecia este
argumento, porque era exatamente assim que os pagãos agiam na época! Eles
também diziam não cultuar a imagem em si, mas sim aquilo que ela representa.
Orígenes então refuta também esta distinção que ele considera “ignorante” e
declara que até o mais simples dentre os cristãos não faz o mesmo!
Imagine
se os cristãos da época fizessem a mesma coisa que os romanistas fazem hoje, e
também cultuassem imagens de “santos” sob o pretexto de que estão na verdade
cultuando o que a imagem representa. Como é que Orígenes poderia rebater seu
interlocutor pagão, se os próprios cristãos estariam usando um argumento idênticopara justificar o culto às suas imagens?
Como é que Orígenes poderia honestamente refutar
essa distinção, se os próprios cristãos também faziam tal distinção? Não
poderia. Graças a Deus que Orígenes nunca foi papista!
Outro
Pai da Igreja que condenou o culto às imagens foi Cipriano de Cartago
(200-258), que disse:
“Para
quê prostrar-se diante das imagens? Eleva os teus olhos ao céu e o teu coração;
aí é onde deves buscar a Deus”[5]
Ironicamente,
a forma que os católicos mais costumam cultuar as imagens é exatamente essa:
prostrando-se. Cipriano rejeita isso e pede que elevemos os olhos para buscar
somente a ele: Deus.
O
escritor eclesiástico Lactâncio (240-320), por sua vez, tratou de colocar as
imagens para fora da esfera da religião:
“É
indubitável que onde quer que há uma imagem não há religião. Porque se a religião consiste de coisas divinas,
e não há nada divino a não ser nas coisas celestiais, segue-se que as imagens se acham fora da esfera da religião, porque não pode haver nada de celestial no que se
faz da terra”[6]
E
Eusébio de Cesareia (265-339), em sua epístola a Constância Augusta, escreveu
que “érepugnante só a ideia de que possa haver pinturas nos lugares
destinados ao culto”[7]. Em sua obra mais famosa, a “História
Eclesiástica”, Eusébio deixa claro que as imagens de Pedro e de Paulo não eram
um costume cristão, mas sim um costume pagão,vigente entre eles:
"E
não é estranho que tenham feito isto os pagãos de outro tempo que receberam
algum benefício de nosso Salvador, quando indagamos que se conservavam pintadas
em quadros as imagens de seus apóstolos Paulo e Pedro, e inclusive do próprio
Cristo, coisa natural, pois os antigos tinham por costume honrá-los deste modo,
sem distinção, como a salvadores, segundo
o uso pagão vigente entre eles"[8]
O
Concílio de Elvira, reunido em 305 d.C, proclamou o seguinte em relação às
pinturas na Igreja:
"Ordenamos
que não haja pinturas na Igreja, de modo que aquele que é objeto de nossa
adoração não será pintado nas paredes”[9]
Epifânio
(320-403) foi um dos mais enfáticos contra o culto às imagens. Foi essa a
reação que ele teve quando viu uma dentro da igreja:
“Eu
encontrei um véu suspenso nas portas desta mesma igreja, o qual estava colorido
e pintado, ele tinha uma imagem, a
imagem de Cristo pode ser ou de algum santo;
eu não recordo mais quem ela representava. Eu pois tendo visto este sacrilégio;
que numa igreja de Cristo, contra a autoridade das Escrituras, a imagem de um homem estava suspensa, lacerei aquele véu”[10]
Epifânio
considerava aquilo: (a) um sacrilégio; (b) algo que contraria a autoridade das
Escrituras; (c) algo que merecia ser destruído. Agora imagine uma igreja que já
era acostumada, há três séculos ininterruptos, a ter várias imagens em todos os seus templos e
em todos os lugares. Se fosse assim, será que Epifânio iria reagir desta
maneira? Será que Epifânio, que já conhecia o Cristianismo perfeitamente bem e
que já congregava na igreja há tanto tempo, iria reagir desta forma ao
ver uma imagem em uma ocasião específica?
A
reação que Epifânio teve se parece muito com a que um evangélico teria ao
entrar em uma igreja evangélica e
de repente se deparar com uma imagem ali. Ele certamente ficaria revoltado, por algo incomum
e antibíblico. Mas imagine um católico, criado na igreja católica, que aprende
desde cedo que imagens são legais e de repente decide agir desta forma ao
entrar em um templo católico e ver uma imagem ali, que seria a coisa mais comum
e normal do mundo! Não faz sentido. Mas, ironicamente, os católicos afirmam de
pés juntos que Epifânio era um “católico romano”, e não um evangélico! E que toda a
igreja da época também era! É uma pena que Epifânio ainda tenha dito isso sobre
a tal imagem:
"Um
homem da tua retido devia ser cuidadoso em suprimir uma ocasião de ofensa, indigna da Igreja de Cristo e
dos cristãos que estão confiados a teu cargo"[11]
Indigna
da Igreja de Cristo! E mesmo assim eles creem que a “Igreja de Cristo” é a
Romana! Os papistas teriam um infarto se voltassem ao século III e vissem uma
igreja “católica” sem imagem nenhuma!
Como,
então, que a igreja da época passou a ter uma infestação de imagens? Simples:
quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do império romano, em 380
d.C, através do decreto do imperador bizantino Teodósio. Quando o Cristianismo
se tornou a religião oficial do
império, todos os cidadãos tinham que se tornar cristãos, pois o próprio Estado
havia se tornado um Estado cristão. Na época não existia um “Estado laico”,
onde o indivíduo pode escolher tranquilamente que religião seguir (ou nenhuma
delas) sem ser coagido ou constrangido a adotar uma em particular.
O
problema é que ninguém consegue mudar uma cultura inteira do dia
pra noite. A multidão de pagãos que em um
passe de mágica se tornaram “cristãos” trouxe consigo seus costumes e suas
práticas pagãs para dentro da Igreja. Havia milhares de templos pagãos
espalhados por todo o império, e estes
templos não foram destruídospara
dar lugar a “templos cristãos”, ao contrário: eles foram apenas modificados
convenientemente, passando a ser, da noite para o dia, “templos cristãos”. Da
mesma forma, os pagãos não destruíram todas as suas milhares de
imagens espalhadas por todo o império: eles as mantiveram mudando-se apenas o
nome.
Assim,
as imagens dos deuses do paganismo romano viraram, em um passe de mágica,
imagens de “santos” do Cristianismo (Ísis, por exemplo, virou a virgem Maria). O panteão de deuses do paganismo foi somente
transformado no panteão de “santos” do catolicismo, para que a essência do paganismo permanecesse a
mesma. Os pagãos também tinham um deus da paz, um deus da guerra, outro do
amor, um da força, outro da sabedoria, e assim por diante, e da mesma forma na
Igreja passou a haver um "santo" responsável por cada uma destas
funções, além de muitas outras. Assim como muitas cidades romanas tinham um
deus específico para ela, também a Igreja providenciou "santos
padroeiros" para as cidades. Neste artigo eu
abordo isso, como pode ser conferido abaixo:
PANTEÃO
DE DEUSES DO PAGANISMO ROMANO
Abundita
- Abonde ou Abundantia, Deusa romana da
agricultura, cujo nome significa e invoca a abundância.
Acca
Larentia - Mãe dos lares, protetores romanos dos
lares.
Aestas
- Deusa romana do verão e da colheita
do milho.
Angerona
- Deusa romana do silêncio, do medo e
da ordem.
Angitia
- Deusa romana da cura, invocada para
curar mordidas de serpentes.
Aradia
- Filha da deusa Diana, regente da Lua
e da Terra.
Apolo - Sol e patrono da verdade.
Baco – Deus do vinho, festas.
Befana
- Representação romana da magia,
transformada em personagem folclórico.
Bellona
- Deusa romana da guerra, identificada
a Vacuna, Nério e assimilada a Mah-Bellona.
Bona
Dea - A Boa Deusa, padroeira romana da
cura, reverenciada somente por mulheres, semelhante a Angitia, Ops, Ceres, Rhea
e Tellus Mater.
Bruma
- Deusa romana do inverno.
Cardea
- Deusa romana guardiã da vida
doméstica, protetora das portas e das crianças contra os espíritos malignos.
Carmenta
- Deusa romana da cura, detentora de
poderes proféticos e protetora dos nascimentos.
Carna
- Deusa romana do bem-estar físico.
Ceres
- Deusa romana da fertilidade da terra,
da agricultura e dos cereais, protetora das mulheres, da maternidade e da
vegetação.
Cupido – Amor.
Dea
Dia - Antiga deusa romana da agricultura,
identificada com Acca Larentia e Ceres.
Diana
- Deusa romana da lua, da caça e das
florestas, padroeira dos animais, das crianças e das mulheres. Equivalente da
grega Ártemis, tornou-se a padroeira das bruxas medievais.
Egeria
- Deusa romana da sabedoria e das
profecias.
Fauna
- Deusa romana representando a
fertilidade da Terra, associada a Bona Dea, Cibele, Mater Matuta, Ops e Tellus
Mater.
Febo – Luz do Sol, poesia, música, beleza masculina.
Februa
- Deusa romana da purificação.
Felicitas
- Deusa romana da felicidade,
equivalente a Eutychia.
Flora
- Deusa romana da primavera, das
flores, das alegrias e prazeres da juventude.
Fortuna
- Deusa romana da sorte, identificada
com a grega Tyche.
Fortuna
Redux- Deusa romana protetora das viagens.
Justicia
- Deusa romana da justiça.
Júpiter - Rei de todos os deuses, representante do dia.
Juno - Rainha dos deuses.
Juturna
- Deusa romana das fontes e dos lagos.
Juventas
- Deusa romana da juventude.
Larunda
- Deusa romana protetora do lar.
Libera
- Deusa romana da viticultura e
fertilidade.
Libertas
- Deusa romana da liberdade.
Lucina
- Deusa romana da luz e dos
nascimentos, formando uma tríade juntamente com Diana (o crescimento) e Hécate
(a morte).
Luna
- Deusa lunar romana, reguladroa dos
meses e das estações do ano.
Maia
- Deusa romana da primavera e do calor
vital.
Mana
- Deusa romana protetora das casas.
Marte – Deus romana da guerra.
Mania
- Deusa romana protetora das casas.
Mater
Matuta - Deusa romana da alvorada, protetora
das crianças, das mães e dos marinheiros.
Meditrina
- Deusa romana da cura.
Mens
- Deusa romana padroeira da mente, dos
meses, dos números e dos calendários.
Mercúrio – Mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes.
Minerva
- Personificação romana do pensamento,
dos cálculos e das invenções, padroeira das habilidades criativas e guerreiras,
semelhante a Athena.
Moneta
- Deusa romana da riqueza.
Muta
- Deusa romana do silêncio.
Neria
- Deusa romana da guerra, esposa do
deus Marte.
Netuno – Deus romano dos mares e oceanos.
Ops
- Deusa romana da terra, protetora da
agricultura e dos recém-nascidos, esposa de saturno.
Orbona
- Deusa romana, protetora das crianças.
Pales
- Deusa romana dos animais domésticos.
Parcas
- Deusas romanas do destino,
equivalentes às gregas Moiras e às Norns nórdicas.
Pax
- Deusa romana da paz e da ordem.
Plutão – Deus romano dos mortos, mundo subterrâneo.
Poena
- Deusa romana da retaliação.
Pomona
- Deusa romana das árvores frutíferas.
Praxidike
- Deusa romana dos juramentos.
Proserpina
- Antiga deusa romana da germinação das
sementes, transformada depois em equivalente de Perséfone.
Psique – Deus da alma.
Robigo
- Deusa romana dos cereais.
Rumina
- Deusa romana, protetora das mães e
das crianças.
Sabina
- Deusa romana da fertilidade.
Salácia
- Deusa romana da água salgada.
Salus
- Deusa romana da saúde e da cura.
Saturno – Deus do tempo.
Sapientia
- Deusa romana da sabedoria.
Strenia
- Deusa romana da saúde, protetora dos
jovens.
Tácita
- Deusa romana da ordem e do silêncio.
Tanith
- Deusa romana da lua, das estrelas e
da noite.
Tellus
Mater - Deusa romana da terra, da natureza,
da fertilidade e dos juramentos.
Vagitanus
- Deusa romana dos recém-nascidos.
Vanth
- Deusa romana da morte.
Vênus
- Deusa romana do crescimento, da
beleza, da natureza e do amor sensual, equivalente a Turan e a Afrodite.
Vesta
- Deusa romana, protetora do lar e da
lareira, guardiã da chama sagrada idêntica à grega Héstia.
Vulcano – Deus dos metais, metalurgia, fogo.
Victoria
- Deusa romana da vitória, análoga à
Sabina Vacuna e à grega Nike.
PANTEÃO DE SANTOS DO CATOLICISMO
ROMANO
Abuso
físico (contra) – Santa Louise de Marillac;
Santa Fabiola.
Aborto
(contra) – Santa Dorothea; Santa Brigida
da Suécia .
Abuso
infantil (contra) – Santa Alodia.
Acidentes
de trabalho (contra) – Santa Catarina de Alexandria
Afonia
(contra) – São Brás, São Bernardino de Senna e
São Mauro
Afogamento
(contra) – São Adjutor.
Acusado
falsamente – São Raymond Nonnatus.
Alcoolismo
(contra) – São João de Deus e Santa
Mônica.
Abelhas
(contra) – São Ambrósio.
Adultério
(contra) – São Gangulfo.
Almas
perdidas – São Nicholas de Tolentino.
Amizade – São João Batista.
Ambição
(contra) – São Inocêncio.
Amamentação – São Giles.
Animais
domésticos – Santo Antônio Abade.
Arranhões – Santa Amalburga.
Assaltos
(contra) – Santo Antonio Maria Claret.
Aprender
a nadar – São Sabiano e São Zenon.
Aprovar
um exame – Santa Gema Galgani e Santa
Rita.
Artes
Cênicas – São Genésio e São João Bosco.
Atrair
um marido – Santa Isabel.
Ataques
do coração (contra) – Santa Teresa d’ Ávila.
Aves – São Franciso de Assis.
Azar – São Agricola de Avignon.
Boa
viagem – São Cristóvão.
Bom
tempo – São Agrícola de Avignon.
Bruxaria
(contra) – São Benedito de Núrsia.
Cães – São Roque.
Câimbras – São Paulo.
Calafrios
(contra) – São Plácido.
Calúnia
(contra) – São João Nepomuceno.
Câncer – São Peregrine Laziosi; São Bernardo de
Clairvaux.
Cegueira – Santa Odília e São Rafael.
Ciúmes
(contra) – Santa Isabel de Portugal.
Complicações
no parto (contra) – São Ulric.
Chuva
(para) – São Isidro e São Swithun.
Ciúme
(contra) – Santa Isabel de Portugal.
Cobras mordidas (contra) – São Paulo.
Cobras
para afastar – São Patrício.
Cólera
(Contra) – São Roque.
Cólicas
(contra) – São Pancrácio.
Conversão – Santo Agostinho e Santa Flora.
Convertidos – Santa Helena.
Dançarinos – São Vito.
Depressão – Santa Helena e Santa Dymphna.
Desordem
intestinal (contra) – São Elmo e São
Bonaventure de Potenza.
Desordem
mental (contra) – São Dymphna.
Desordens
Glandulares (contra) – São Cadoc.
Desgraças
familiares (contra) – São Eustaquio.
Desastre
(contra) – Santa Genoveva.
Desinteria – Santa Matrona
Dialogo
ecumênico – São Cyrilo e São Methodius.
Dor
(contra) – São Madron.
Dor
de dente (contra) – Santa Apolonia.
Dor
de ouvido (contra) – São Polycarpo.
Dor
de cabeça (contra) – São Denis, São Avertinus e
Santa Teresa de Ávila.
Dor
de estômago (contra) – São Wolfgang.
Dor
na coluna (contra) – São Bernardo.
Doenças
nos braços – Santa Amélia.
Doenças
na cabeça – São Atazano e Santa Catarina
de Siena.
Doenças
do coração – São João de Deus.
Doenças
do estômago (contra) – Santa Juliana Falconiere e
São Brice.
Doenças
da garganta – São Braz.
Doenças
da infância (contra) – São Aldegundo e São
Pharaildis.
Doenças
das juntas – São Lorenzo.
Doenças
da língua – São Romão.
Doenças
nos olhos (contra) – Santa Luzia e São Hervé.
Doenças
nas pernas (contra) – São Servatius.
Doenças
nos pés – São Roque e São Victor de
Marseilles.
Doenças
da pele (contra) – São Peregrine
Laziosi.
Doenças
dos rins (contra) – São Albino.
Doenças
do reto (contra) – São Fiacre.
Doenças
nos seios doenças (contra) – Santa
Ágata.
Drogas
(contra) – São Maximilian Kolbe.
Dúvida
(contra) – São Tomé.
Ecologia – São Franciso de Assis.
Enamorados – Santo Antônio de Pádua e São Valentin e São
Jorge.
Endividados – Santa Edwigis.
Engenheiro
Florestal – São João Gualberto.
Encontrar
objetos perdidos – São Donato, São Bento e São
Longuinhos.
Ecumenismo – São Cyrilo e São Methodius.
Estudantes – São Tomas de Aquino e São Jerônimo.
Emigrantes – Santa Francisca Xavier Cabrini.
Enjoo
do mar (contra) – São Elmo.
Eczemas
(contra) – Santo Antônio, o grande.
Enxaqueca
(contra) – São Gereon.
Emergências – São Expedito.
Epidemia
(contra) – Santa Godberta.
Epilépcia
(contra) – São Dymphna; São Vito.
Esposas
Maltratadas – Santa Monica.
Esterilidade
(contra) – São Henry II.
Erupções
vulcânicas – Santa Agatha.
Furto
(contra) – São Leonardo.
Fome
(contra) – São Domiciliano, Santa
Walburga.
Febre
(contra) – São Antoninus de Florence,
São Remigio.
Fugitivos – Santa Alodia e São Dimas.
Fogo
(contra) – Santa Catarina de Siena e
Santa Barbara e São Lorenzo.
Filhos
ilegítimos – São João Francis Regis Clet.
Furto
(contra) – São Leonardo.
Furúnculo – Santo Antonio Abade.
Guardas
Florestais – São João Gualberto.
Gripe
(contra) – São Maurus.
Gota
(contra) – São Maurice.
Guerra
(contra) – Santa Isabel de Portugal.
Hepatite – São Odilon.
Histeria – São Vito e São Columbago.
Hemorragia
(contra) – Santa Luzia.
Hemorroidas
(contra) – São Fiacre.
Hérnia
(contra) – São Conrado e São Drogo.
Histeria – São Vito e São Columbago.
Idosos – São Antônio de Pádua.
Indiferença
(contra) – São Remígio.
Impotência
(contra) – São Winwaloe e São Gummarus.
Inverno
rigoroso (contra) – São Sebaldo.
Inundações
(contra) – São Floriano e São Gonçalves
do Amarante.
Infertilidade
(contra) – Santa Rita.
Infidelidade
(contra) – Santa Monica; Santa Fabiola e
São Gengulphus.
Injuria
(contra) – Santa Aldegonda.
Insanidade
(contra) – São Fillan e Santa Dymphna.
Incêndios
(contra) – São Benito de Aniano, Santa
Irene e São Egidio.
Inválidos – São Roque.
Inveja
(contra) – Santa Isabel de Portugal.
Intoxicação – São Benito e São Benedito de Nursia.
Intervenção
Divina — Santa Margarete.
Icterícia
(contra) – São Albert de Trapani.
Idosos – Santo Antônio de Pádua.
Jogadores
(vicia-contra) – São Bernardino de Siena.
Leprosos – São Lázaro e São Job.
Ladrões
arrependidos – São Dimas.
Loucos
(contra) – São Romanus.
Longevidade – São Pedro.
Lunáticos – Santa Christina e São Vito.
Lobos
(contra) – São Hervé e São Francisco de
Assis.
Má
sorte (contra) – São Agricola de Avignon.
Mau
tempo (contra) – Santa Eurosia.
Mãe
de família – Santa Ana.
Mães
solteiras – Santa Margaret de Cortona.
Moças
solteiras – Santa Catherina da
Alexandria.
Mulher
grávida – Santa Margaret da Antiopia.
Mulheres
em trabalho de parto – Santa Ana e São Leonardo.
Malária
(contra) – São Pedro de Alcantara.
Mordida
de cães – São Vito.
Mortos – Santa Gertrudes de Nivelles.
Morte
súbita (contra) – São André Avellino.
Mentira
(contra) – São Felix.
Má
sorte (contra) – São Agricola de Avignon.
Maus
Espíritos (contra) – Santa Agripina.
Míope – São Clarus.
Náufragos – São Antônio de Padua.
Naufrágios
(contra) – Santa Amalia e São Clemente.
Neuroses
(contra) – Santa Dymphna.
Ossos
quebrados (contra) – São Stanislaus Kostka.
Obsessão
(contra) – São Quirinus.
Órfãos – São Esperidião e São Caetano.
Pai
de família – São José.
Pedras
na vesícula (contra) – São Albinus.
Paralíticos – São Osmund e São Giles.
Pesadelos
(contra) – São Cristovão.
Perjúrio
(contra) – São Pancrácio e São Felix de
Nolasco.
Perseguições
(contra) – Santa Brígida.
Possessão
demoníaca (contra) – São Quirinus e São Benedito
de Nursia.
Pobreza
(contra) – São Martin de Tours.
Problemas
matrimoniais (contra) – Santa Isabel de Portugal.
Pragas
(contra) – Santa Genevieve; São Roque e
Santa Walburga.
Piolhos
e pulgas (contra) – São Inacio de
Loyola.
Presos – São Roque e São Pedro Nolasco.
Poliomielite
(contra) – Santa Margarete Mary.
Padrastos – Santa Adelaide.
Paraplégicos – Santa Alphais de Culot.
Para
que não chova no dia do seu casamento –
Santa Clara.
Procrastinação
(contra) – São Expedito.
Prostitutas
Arrependidas – Santa Maria Madalena.
Raios
(contra) – Santa Barbara.
Ronco
(contra) – São Bernardino de Siena.
Ratos
(contra) – Santa Gertrudes.
Reconciliação – São Theodore.
Reumatismo
(contra) – São Tiago, o maior.
Ressaca
(contra) – Santa Bibliana.
Situações
desesperadas – São Judas Tadeu e Santa Rita.
Sol
(bom tempo) – Santa Clara, Santa Sabina e
São Osvaldo.
Solteiros – São Theobaldo.
Sangramentos
(contra) – Santa Rita.
Segundo
casamento – Santa Adelaide.
Separação
do cônjuge – São Gummarus e São Nicholas
von Flüe.
Sequestros
(contra) – Santo Antonio Maria Clarete.
Surdos – São Francisco de Sales.
Sonambulismo
(contra) – São Dymphna.
Soluções
rápidas – São Expedito.
Stress
(contra) – São Walter de Portnoise e
Santa Dymphna.
Sífilis
(contra) – São Fiacre.
Seca
(contra) – São Swithin e São Godberta.
Teatro – São Genésio.
Tonteira
(contra) – São Avertinus.
Trabalho
de parto – São Ramon Donato e São
Bartolomeu.
Trovões-medo
de (contra) – Santa Agrippina.
Tuberculose
(contra) – São Pantaleon; Santa Gemma
Galgani.
Tosse
(contra) – São Quentin.
Terremotos
(contra) – São Emiglio e São Felipe
Neri.
Tempestades
(contra) – Santa Scholastica.
Verrugas
(contra) – São Antônio Abade –Santo
Antão.
Vitimas
de extremo frio – São Sebaldo e São Valeriano.
Vitimas
de rapto – São Arthelius, Santa Agatha e
Santa Maria Goretti.
Vitimas
de tortura – São Albano; São Eustaquio;
Santa Regina.
Viúvas – Santa Paula; Santa Clotilde; Santa Fabíola.
Viúvos – São Rei Edgar o Pacifico.
Veneno
(contra) – São Benedito de Nursia.
Em
momento algum o paganismo foi suplantado ou aniquilado, ele foi apenas
modificado para uma carinha “cristã”. Agora não era mais paganismo puro, mas
paganismo disfarçado de
“Cristianismo”. É lógico que tudo isso não ocorreu da noite pro dia. Foram
séculos de desvio que foram se acentuando até chegar ao ponto em que vemos
hoje, onde já é impossível distinguir catolicismo romano de paganismo puro. Nem
disfarçar eles disfarçam mais, como mostrei neste artigo. Como essa
paganização foi gradual, ainda não vemos os Pais do século IV e V defendendo o
uso de imagens com tanta ênfase como vemos, por exemplo, um João Damasceno
defendendo no século VIII. O resultado final desta
mistura de Cristianismo com paganismo é o que conhecemos hoje pelo nome de
Catolicismo Romano – a mãe de todas as abominações da terra (Ap.17:5).
Paz
a todos vocês que estão em Cristo.
Por
Cristo e por Seu Reino,
Lucas
Banzoli (apologiacrista.com)
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sobre doutrina e moral)
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estudos bíblicos)
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de Deus e veracidade da Bíblia)

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